DIA 18, SEXTA-FEIRA de 2009, damos inicio a encontros mensais de mulheres em diversos estados brasileiros, sob as energias de limpeza, reinicio, retorno a si mesma, regeneração e contato com a fonte pura que este momento proporciona as todas as mulheres, de todas as idades, de qualquer lugar do mundo, de qualquer crença. Acessaremos direto na fonte essa energia democrática de REGERAÇÃO E EXPRESSÃO FEMININA.
Estar em Círculo CURA as feridas. Sana sem demora as mágoas e ressentimentos. Abre espaço no ventre e coração para a renovação e para realização plena.
Convido você, mulher, que busca o reencontro e o regorgizo com seu EU interior, a participar de nosso tão sagrado evento!Aberto à todas as mulheres de todas as idades e crenças!
Iony Ming - Guardiã ES
ionyming@yahoo.com.br - 9926-2668

Trazer um lanchinho/bebidinha pra compartilhar e uma canga. Clique na imagem para ampliar!

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Postado por Iony on domingo, 13 de setembro de 2009

A Origem do atual jogo de tarot permanece um mistério, visto que são inexistentes referencias anteriores ao séc.XIV, assim sendo podemos aferir sobre o seu berço baseando-se em relatos históricos feitos ao longo dos séculos e de suposições a respeito.


A etimologia da palavra “Tarot” é desconhecida. Acredita-se que ela possa ter várias origens, dentre elas: a palavra árabe turuq, que significa "quatro caminhos", torat que é o livro das leis hebreu e ot tara que significa “caminho da vida” em indiano, dentre outras possíveis palavras em línguas distintas.


Sabe-se que os orientais já conheciam os jogos de cartas e alguns historiadores atribuem aos árabes à invenção no séc. X antes da era cristã. A sua ida para a Europa poderia ser devido à invasão Moura na península Ibérica que começou em 711 e durou até 1492 com o enriquecimento cultural que os Árabes trouxeram para o continente europeu devido à intolerância cristã com expansão da arquitetura, navegação, artes e redescoberta de textos clássicos que haviam sido destruídos. Entre estes avanços tecnológicos trazidos pelos Árabes estavam as origens para o jogo de baralho lusófono e possivelmente para o tarô divinatório.


A primeira referência às cartas registrada oficialmente no ocidente foi feita pelo monge alemão Johannes Von Reinfeldem, residente em Berna, na Suíça, que em 1377 escreveu ao clero sobre a chegada de um jogo de cartas em seu país semelhante ao jogo de xadrez. Em 1392, é criado o mais antigo grupo de cartas que existe: o Tarot de Gringonneur, mantido na Biblioteca nacional da França e possui apenas 17 arcanos preservados. Assim sendo, entre 1369 e 1397 fica claro para os historiadores o aparecimento das cartas na Europa. Durante o período do século XV, a Igreja se posiciona pela primeira vez sobre as cartas proibindo a utilização das mesmas por sacerdotes sem nenhum tipo de explicação.


O termo Tarot surge, de fato, no século XVII. Durante esse século o baralho já possuía a estrutura de 78 lâminas (com nomes e números) e houve uma divisão do Tarot em Tarot de Jogo e Tarot Divinatório; enquanto o primeiro servia exclusivamente ao entretenimento o segundo se propunha à revelação do futuro. Surgiu inclusive nessa época o famoso Tarot de Marselha que deu origem à muitos outros baralhos.


A primeira grande publicidade acerca do uso divinatório do tarô veio de um ocultista francês chamado Alliette, sob o pseudônimo de "Etteilla" (seu nome ao contrário), que atuou como vidente e cartomante logo depois da Revolução Francesa. Etteilla desenhou o primeiro baralho esotérico, adicionando atributos astrológicos e motivos "egípcios" a várias cartas, elementos alterados do Tarô de Marselha, e incluíndo textos com significados divinatórios escritos nas cartas. Mais tarde Mademoiselle Marie-Anne Le Normand popularizou a divinação durante o reinado de Napoleão I, pela influência que exercia sobre Josefina de Beauharnais, primeira esposa do monarca. Contudo, ela não usava o tarô típico de Marselha, e sim uma variante conhecida hoje em dia genericamente como “tarot cigano”.


A concepção das cartas de tarot como códices místicos foi profundamente desenvolvida por Eliphas Lévi e consequentemente incorporada pela Golden Down. Em seu livro, “Dogma e Ritual de Alta Magia”, de 1854, Lévi introduziu uma interpretação das cartas que as relacionava com a Cabala Hermética, aceitava a origem egípcia do tarô proposta por Court de Gébelin e relacionou os seus elementos à cabala hermética e aos quatro elementos da alquimia.


Arthur Edward Waite, membro da Ordem Golden Dawn, ampliou os estudos do tarot promovendo em 1910 uma redefinição das cartas de tarot eclipsando o simbolismo cristão inserindo em seu lugar temas mais abrangentes, como por exemplo a imagem da sacerdotisa no lugar da papisa. Para ele, a chave do Tarô reside única e exclusivamente no simbolismo das cartas, que formam uma espécie de alfabeto capaz de infinitas combinações que sempre fazem sentido. “O Tarô incorpora as representações simbólicas das idéias universais, por trás das quais estão todos os subentendidos da mente humana”, disse Waite. “É nesse sentido que ele contém a doutrina secreta, que é a percepção, por uns poucos, de verdades encerradas na consciência de todos, muito embora elas não tenham sido claramente reconhecidas pelas pessoas comuns”.


A partir daí, com a popularização da produção em massa de impressos e o apelo das comunidades pelo ocultismo surgiu uma variedade infinita de decks baseados em uma miríade de simbolismos. São produzidos tarots com imagens de elementais, anjos, egípcios, celtas, nórdicos, gregos, wiccans dentre outros, alguns mantém a formatação original de 78 cartas sendo 22 arcanos maiores, outros alteram a quantidade de cartas conforme o gosto do criador.


Tarots Famosos:



1392 - TAROCCHI DE VENEZA - GRINGONNEUR (França)

1395 - VISCONTI-SFORZA (Itália)

1465 - TAROCCHI DE MANTEGNA (Itália)

1500 - TAROCCHINO DI BOLOGNA (Itália)

1625 - TAROCCHINO DE MITELLI (Itália)

1720 - MINCHIATE DE FLORENÇA (Itália)

1760 - TAROT DE MARSELHA (França)

1889 - TAROT DOS BOHÊMIOS (França)

1870 - ETTEILLA TAROT (França)

1910 - TAROT DE RIDER-WAITE (Inglaterra)

1927 – TAROT DE WIRTH (Inglaterra)



Aeryus Cernowain

www.valedobruxo.blogspot.com

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Postado por Aeryus Cernowain on quinta-feira, 27 de agosto de 2009


Acabo de perceber que plantas são como filhos para mim.Ok, minhas cadelas tb o são. Cada qual tem sua personalidade, seus melindres, suas coisas, suas funções e descobri-la por mim mesma é uma tarefa muito gratificante.E no calor tremendo que a cada dia parece pior minha preocupação com elas chega a ser absurda, egoísta e protetora. Enfim, uma mãe eu sou! Recuso-me a tentar entender como há pessoas que contratam outras pessoas para cuidar de suas plantas. Gosto? Falta de opção?Pode ser, mas ao meu ver esses nunca serão entendores de plantas, apenas apreciadores ou colecionadores.Plantas como tudo que é vivo, precisa de contato direto, dialogo, entendimento, convívio.Cada planta conta uma historia, dá uma lição, mostra um viés de personalidade envolvida num mistério verde.

As samambaias são plantas fortes , nasceram no cimento do meu misero quintal.Quando retirei uma e coloquei no famigerado xaxim, morreu. Acho que morreud e tédio, o cimento lá no canto junto com a maria sem vergonha, devia ser mais emocionante. Então logo outras samambaias nasceram na rachadura do cimento e por lá estão ficando, como guardiãs de algo que ainda desconheço.Não exigem muito, gostam de água na medida certa e não reclamam do sol. Parecem pessoas do deserto.

Gerânios são cheios de melindres e reclamações sem fim. Ainda não me adaptei a eles.De quando em vez resolvem dar flores para provar que não estão mortos mas, mesmo assim posso ouvir todo dia as reclamações de sol a da falta de sol.Parecem que ainda não sabem o que querem o que me causa angustia por não saber agrada-los.Minha mãe que sempre teve gerancios em casa, resolveu me dar uma mão, mas nem ela entende porque esses gerânios estão tão enjoados e chatos( mas do que o natural) e cada dia tentamos uma tática nova. Estou quase pedindo de joelhos que se resolvam logo!! Rs

Capim Cidreira e Espada de São Jorge são plantas que se satisfazem com tudo o que vier! Podei o capim cidreira há um mês e já está grande e forte novamente, pronto pra ser colhido e distribuído entre a vizinhança que aprecia muito o chá antes de dormir. A Espada de São Jorge vive por si só, sem muita água, é guerreira de natureza!

Hortelã é uma das mais lindas que moram aqui. Certa vez tive um pezinho que morreu no verão. Aprendi que ele gosta demais de água, de estar sempre fresquinho e exalar seu delicioso e refrescante perfume.É espalhafatoso, se esparrama e cresce a olhos atentos! Fica empolgado quando é solicitado para alguma receita ou chá, gosta de se sentir útil.É uma planta vaidosa e nem se importa de dividir o vaso com o Alecrim que por sinal também é exuberante porém é de personalidade forte e silenciosa, só dizendo algo quando solicitado.

As Rosas...Ahh as Rosas.Essas são damas. Nunca reclamam de nada e estão sempre prontas a ensinar-me algo ou a ouvir meus queixumes. São amigas para toda hora. Choraram quando a roseirinha morreu, ficaram de luto, depois cobriram com galhos novos o local vago da roseirinha morta para mostrar que a vida tem que continuar. São damas vaidosas, querem água todo dia de preferência no fim da tarde .Quando chove gostam das tempestades, ficam nuas e exibidas para a água e os raios, um tesão sem fim! No dia seguinte, como por passe de mágica, botões já começam a brotar de recantos misteriosos e a chuva e seus brotos são assunto para dias. Falam muito, chamam atenção de qualquer jeito.Se espreguiçam e brotam .Fazem questão de se mostrarem sempre belas ,volumosas. Eu nunca tive rosas e foi com elas e com Dona Alice, minha vizinha que forneceu-me a única muda dessa festa toda; que apreendi a cuidar das Damas. Aqui quando um bracinho delas, já não mais quer dar flores corta-se, para nunca aparentarem velhice. Sabe-se lá como, serão sempre jovens e belas.

A Alfazema me parece ser muito preguiçosa, criou um monte de folhas, mas aquelas flores lindas que amo tanto, ainda não deram o ar da graça.Por enquanto ela está lá e eu cá pensando no que fazer , mas já me disseram que é planta que demora.Com a Alfazema, aprendo a ter paciência e apreciar um dia após o outro até que a surpresa de um doce lilás, chegará!

Orégano é muito divertido, parece uma criança! Miúdo, magricelo, esperto que só!Não quis ficar com as outras plantas, escolheu a janela do meu quarto para morar. Cismou. Fez pirraça e conseguiu. Ali toma um pouco de Sol moderadamente, espia um pedaço da rua, dá risadas e fica me olhando quando estou deitada na cama lendo. Olha o meu altar que fica ao seu lado, conversa com Hera, estão íntimos que só vendo! Está com umas folhas secas que ainda não entendi o que querem dizer. Será que é assim mesmo?

Majericão!Quase todo mundo que conheço tem um problema com o majericão. Ele é de temperamento suicida!!Finge que morre, faz um drama terrível, aí vc pensa: morreu. De repente ele resolve voltar à vida e começa a brotar lá de baixo, tudo de novo. Um dramático gostoso!

Enfim, acredito que as plantas podem ser companheiras de jornadas, nos trazer lições de tranqüilidade, paciência, amor, atenção e um pouco de humildade em ser útil !

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Postado por Iony on sábado, 15 de agosto de 2009

Este texto é total e unicamente baseado na minha vivencia. Resolvi escreve-lo após pensar muito sobre como eu parti para o paganismo, os caminhos que percorri ,os pontos onde cheguei, as perguntas que indaguei, as coisas que descobri e tudo que me contaram.

Um dia você descobre que a religião convencional da maioria não lhe satisfaz então, resolve correr atrás de alguma filosofia que lhe grite ao coração. Num determinado momento do caminho se depara com um culto muito peculiar onde num primeiro momento se apresenta como adoração à uma Deusa.

Que caminho é esse?Quem são essas pessoas? Como eu faço para chegar lá também?

Estude, mesmo que você não tenha a certeza que irá ficar, estude toda e qualquer informação que lhe chegue às mãos, sobre o paganismo ou não. Estude os panteões que mais aprecie, descubra com os Deuses o que Eles gostam, o que Eles querem. A sinceridade abre as portas do sagrado e você começará a ser mais intuitivo. Intuição é a única ferramenta indispensável para um bruxo.

Não compre livros que não sejam indicados, a menos que você tenha dinheiro para gastar sem problemas. Caso o contrario, compre apenas os que lhe são indicados por alguém que já o leu. De qualquer forma, sempre pesquiso sobre o livro indicado. Hoje após um período de cinco anos de estudo é que estou dedicando uma parte da minha verba na compra de livros.

Observe muito. Observe as informações que você recebe de uma maneira muito critica. Ouça e pondere. O paganismo é um aminho muito longo, largo e cheio de armadilhas então não custa nada você observar a sinalização do caminho. Mas pensando bem, o paganismo também pode vir a se parecer com as escadas da escola do Hary Potter, elas vão mudando de lugar.

Não se iluda: os deuses não são só amor e bondade, não há redenção, não há castigo, mas também não há borboletas rosa pelo caminho o tempo todo afinal, isso enche o saco! As primeiras informações que nos caem nas mãos são sempre cheias de ilusionismo saudosista um defeito que quase todo pagão tem em algum momento o que não quer dizer que seja ruim. O que também não quer dizer que seja assim. Realmente não se iluda.

Ritualize sempre, nem que seja uma vela acesa, a lembrança do divino, um alo para os ancestrais mas , ritualize. No começo gostamos de sistematizar as coisas, mesmo porque, muitos livros são publicados no intuito de facilitar a vida litúrgica das pessoas. Mesmo que você goste de acompanhar o beabá dos livros, tire pelo menos um ritual para que você possa compor a sua maneira. Muitas vezes no inicio nos vemos obrigados a fazer um ritual afinal é O DIA DELE, mas... cadê a vontade? Garanto: os deuses não ofenderão se você mudar a data, mas não esqueça Deles. Alias os deuses apreciam e muito a criatividade e sinceridade de seus filhos. Imagine você no lugar dos Deuses: você iria gostar de toda vez ouvir as mesmas coisas e observar os mesmos gestos?

Faça coisas que você realmente gosta ou acredita. Nem todo pagão é vegetariano, nem todo pagão bebe, nem todo pagão jejua antes de um ritual, nem todo pagão joga tarô, nem todo pagão tem um caldeirão ou athame. Eu por exemplo adquiri um caldeirão há pouco tempo, não tenho athame e nem quero, não jogo taro. Porem eu danço para as divindades e elas se regozijam com isso. Faça a sua parte, pense no que gosta de fazer de verdade, de coração. A sua verdade é só sua e reside dentro do seu coração Procure-a.

Não acredite em tudo que vê ou ouve. Pondere, pondere muito. Gente que age de má fé existe em todos os lugares, em todas as filosofias. O caminho às vezes nos parece muito solitário, ainda mais que são poucas as pessoas que praticam essa religião. A internet é uma boa saída e também pode ser uma boa encrenca. Ponderação não faz mal a ninguém. Como disse antes, observe. Observe se quem lhe oferece informações ou ajuda com muita facilidade e poço questionamento é realmente uma pessoa idônea. Informação fácil as vezes custa muito caro. Alias muitas vezes vão lhe negar informações. Nessa hora tenha muita calma. Os pagãos observam muito antes de abrir a boca doando alguma informação. Muitas coisas são fáceis de dizer, outras nem tanto. Lembre-se que as pessoas são livres para falar o que bem entenderem e o problema não é com você. Respeite a individualidade de cada um, afinal amanhã você poderá estar passando por situação semelhante.

Antes de usar uma erva ou um óleo, estude muito afinal eles estarão entrando no seu corpo de alguma forma ( via oral, nasal ou cutânea). Veja prazos de validade e se você é alérgico a algo. Tenho um amigo alérgico a olíbano, ele não testou antes e teve sérios problemas respiratórios. Vá devagar, compre em pequena quantidade, não faça do seu ritual um alerta para os bombeiros ou um perfumaria medieval!

Um bruxo não nasce bruxo, não acredite nessa piada elitista.Alguns bruxos só começaram sua "carreira" após os trinta anos. Eu sou uma! Obviamente existe uma classe pouco confiável que crê que, ser bruxo requer requisitos espirituais e genéticos. Eu acredito que se necessite apenas de boa vontade, determinação, fé e paciência porque com certeza muitas vezes você vai se questionar o porque escolheu este caminho tendo outros tão mais fáceis.

Nem todo pagão crê na Grande Deusa Mãe, nem todo pagão ritualiza os oito sabaths, nem todo pagão gosta dos celtas ou gregos, nem todo pagão é wiccano. É um caminho muito diverso e pessoal. Aí cabe o seu questionamento intimo, que surgirá em determinado ponto do caminho. Seja coerente e fiel a você mesmo.

Cuide-se. O único templo que você possui é o seu corpo. Cuide dele, trate-se como você trataria seu melhor amigo. Goste-se. Se você é mulher, aceite-se como tal. Se você é homem aceite-se como tal. Simplesmente,aceite-se. Permita-se, viva. Um bom pagão gosta de viver e viver bem.

Faça amizades, vá a encontros, pergunte. Mas na hora de perguntar seja delicado; nem todo mundo esta disposto a responder na hora que você quer. A única coisa que posso lhe afirmar é que os mais velhos sempre nos observam e cedo ou tarde se a sua pergunta for coerente, alguém com certeza vai lhe responder.

Saiba acima de tudo esperar. Mas enquanto espera, trabalhe, ritualize, estude. Quando você menos esperar as coisas estarão acontecendo. Esperar não significa ser passivo perante a vida mas não queira acelerar os acontecimentos. Se você observar a filosofia pagã vem do nascer-morrer- renascer, logo obviamente,tudo tem o seu tempo de plantar colher e morrer. Tenha humildade e nunca a confunda com humilhação, são coisas bem diferentes.

Assim eu construí o meu caminho, sem pressa. Não foi fácil, ninguém me disse que seria. Tem e terá sempre algumas pedras ( que as vezes parecem pedreiras) mas é assim que percebemos onde estamos acertando ou errando. Isso faz parte da minha vida e espero que possa fazer parte da sua também.

Texto inicialmente publicado no site Tribos de Gaia, onde sou colunista

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Postado por Iony on

Desde o começo dos meus estudos sobre magia, a questão da ancestralidade é citada, se bem que meio á margem. Muitos iniciantes são encorajados, a princípio, a estudar sua própria árvore genealógica, mas com o foco em algum "ancestral bruxo", de quem se possa continuar algum tipo de "tradição", ou que se possa validar algum "dom" especial.
Por mais que eu pensasse a respeito e pesquisasse as raízes da minha família, sobrenome, histórias correntes e tals, jamais encontrei esse tal "ancestral bruxo" para validar meu poder pessoal dentro da magia. Não sou descendente direta de nenhum europeu que pudesse comemorar Beltanes ou Esbaths. Sou brasileira bem típica: mistureba louca de preto, índio, branco. Tenho desde parentes negros-bem-escuro até louros-de-olho-claro-e-pele-branca, passando pelas variações dessa mistura. Eu sou negra, e minha irmã é branca (de cabelo liso e olho claro!). Deve ter tudo que é gen misturado nesse angu. Acabei deixando isso á deriva - afinal, a maioria de nós vem de uma família cristã, e por mais que se encontre uma tia-avó, ou algo assim, que "fosse considerada louca mas na verdade era uma bruxa", ou benzedeira, ou parteira, ou qualquer coisa que possa ser relacionado á Arte, é difícil negar a influência cristã. É histórico e cultural. Olho com grande desconfiança para aquelas histórias correntes de que "minha avó era bruxa e me transmitiu sua magia", porque sinto que força a barra; nossas avós (tias-avós, tios, familiares em geral), em sua maioria, sejam umbandistas, rosa-cruz, judias, evangélicas ou católicas, não eram pagãs. Duvido que alguma não cumprisse os rituais da tradição a que pertenciam. Duvido que alguma fosse chamada, ou se auto-denominasse pagã. Podiam fazer lá suas magias, mandingas, simpatias, orações especiais com finalidades específicas. Podiam ser intuitivas, lidar com ervas, "adivinhar" a metereologia. Mas, vamos e venhamos - a grande maioria, senão todas, eram cristãs.
Assim, deixei isso pra lá. Pensei: "daqui pra frente é que importa". Maaaaassss.... acontece que as tradições mágicas em geral tem bases na ancestralidade. E não me venha com a conversa de "ancestralidade espiritual" - isso é outra coisa. Estamos falando das raízes de toda prática mágica, mesmo a mais requintada. São as tribos, os clãs, os grupos cujos laços consanguineos e culturais dão juz á definição de "família". Ah, mas eu não tenho nada a ver com minha família de sangue..... hummm???? Então alguém irá negar os pequenos hábitos, as influências da forma como foi criado, a educação que recebeu? Alguém irá dizer que a infância não é a base da personalidade adulta? E, sim, isso acaba influenciando a maneira como enxergamos o mundo, e como lidamos com nossas peculiaridades, e como praticamos magia. Ou seja, é mais importante do que eu estava pensando.
É verdade que tenho pouco em comum com minha família, no modo de encarar a vida. Eles discordam de mim em muitos pontos, eu discordo deles em quase tudo, e a gente não consegue se entender. Com o tempo, acabamos nos compreendendo, com boa vontade e carinho, mas não se pode dizer que eu os entenda. E a recíproca é verdadeira. Por causa disso, me afastei um pouco - distância segura para boa convivência - e passei a simplesmente ignorar esse lance de ancestralidade dentro da minha prática.
Ficou um "buraco". Mas eu não relacionei uma coisa com a outra. Apenas procurei preencher aquele "vago", estudando muito. Só que não preenchia. As coisas que eu aprendia e ia passando pra prática não pareciam muito minhas. Isso me deixava louca! Comecei a personalizar tudo tentando ser o mais autêntica possível até acertar a mão. Acertei! Mas, assim como a teoria sem prática é estéril, a prática sem teoria fica muito vulnerável á ignorância. Acertei, me encontrei, mas precisava saber por quê. Achar a conexão entre a minha essência e a prática que, para mim, funcionava tão bem.
Descobrindo essa conexão, entendi finalmente a tal e tão falada ancestralidade. Não precisava de uma tia-avó-bruxa-que-me-passou-seus-poderes. Precisava apenas compreender qual é a tradição da minha família; que tipo de "dom" é recorrente, qual é a peculiaridade, mapear a "personalidade" mesmo da família, como um todo.
Pra explicar melhor, vou dar meu exemplo. A família da minha mãe é, provavelmente, de origem escrava. Tem muito índio também no meio, (tem as histórias das que foram laçadas pra casar...rsrsrs), e a gente ouve falar de muitos tropeiros, boiadeiros e lenhadores. As mulheres, em geral, até a geração da minha avó materna, trabalhavam como lavadeiras, domésticas, capinadeiras, cozinheiras. Ou seja, claro que tem um ou outro filho do patrão branco misturado no meio. Abafa o caso. O que isso pode ter a ver com a magia que eu "herdei", por assim dizer, dessa linhagem? Ora, era gente simples, trabalhadeira, mulheres que não tinham medo do trabalho pesado, que se orgulhavam e cantarolavam (algumas tocavam sanfona), erveiras por excelência (como muitas das gentes simples desse país). A maioria trabalhou até idade avançada, e de bom grado. Basicamente, descobri que é uma família cujo lema poderia ser "o trabalho dignifica", pois tinham muito orgulho de sua saúde e disposição e alegria, mesmo diante dos reveses de uma vida pobre. Claro, estou falando das qualidades (os defeitos, como não quero perpetuar, prefiro deixar na lista do que não fazer e não ficar repetindo). Aqui eu poderia apontar os famosos ancestrais parteiros, erveiros, benzedeiros - esse tipo de magia. Cristãos, devotos de Nossa Senhora, mas adeptos a todo tipo de simpatia mais prática, como colocar um ovo na janela pra chamar sol, e coisas do gênero. Isso fez todo sentido quando descobri que meumodus operantis é assim, prático. Não pertenço aos palcos, e sim aos bastidores. Me orgulho: não se faz um espetáculo só com a estrela principal, são precisos cenógrafos, maquiadores, iluminadores. Se isso não for bem feito, até Fernanda Montenegro paga mico num palco!
Já a família do meu pai é mais aristocrática. São descendentes da nobreza de outrora, nobreza obviamente falida. Tradicionais, atentos á hierarquia e ás posições sociais, valorizam muito os estudos e as artes. Tem muitos artistas, boêmios, escritores, músicos, visionários nas histórias da família. Provavelmente, sua origem está em alguma família bastarda de algum nobre senhor abastado, pois tem muita gente mestiça de branco com negro. As "mandingas" que se tem notícia desses ancestrais são, em grande parte, católicas: santos e orações e terços poderosíssimos para desterrar inimigos, receber dívidas, conquistar amores, ganhar dinheiro; simpatias e rituais meio misturados com umbanda. Pactos. E outras coisinhas bem cristãs, focadas em orações e magias recitadas. Pertencem mais aos palcos, mas parece que essa característica ficou sob a guarda da minha irmã. De minha parte, percebo a energia desse lado da família pelo meu gosto pelo estudo, música, dialética inteligente. E, na magia, eu não sossego enquanto não entender a razão das coisas. Só a prática que deu certo pra mim não é suficiente.
Ou seja, a ancestralidade precisa ser preservada para nos dar esse sentido de clã. Mesmo que não venhamos de uma família de bruxos - vamos deixar Harry Potter e família Owens fora da conversa - podemos passar para as gerações seguintes a essência de nossas raízes familiares (privilegiando as qualidades, os "dons") sem precisar subverter o paganismo nem mentir sobre as práticas cristãs comuns á maioria das famílias.


Alessandra "Raven"

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Postado por Alessandra "Raven" on segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Momento mágico II



Somos dotados do maior poder de todos, a habilidade de sentir. Tudo que fazemos esta imbuído desta habilidade. Porem, fazemos de conta que ela não existe. nos bitolamos nas angustias do dia-a-dia transformando-as em nosso verdadeiro algoz.

Acreditamos então, que nossa frívolas vidas, estão meticulosamente ligadas ao conjunto de sonhos que queremos. Na verdade, damos a estes sonhos uma importância maior do que realmente eles teriam, visto que a nossa felicidade fica então atada a este acontecimento. A partir dai desprezamos o que acontece ao nosso redor a cada segundo.

O homem, não deveria ser jamais julgado pelo que tem e sim pelo que é. a sociedade nos empurra o conceito contrário a cada segundo. Na atribuição de valores a estes sentimentos. Quanto a necessário a um homem, para que ele se julgue feliz? o pobre falará que a sua felicidade esta atrelada ao dinheiro. O Rico, a fusão com aquela firma, que criou a cura do câncer , e que fará com que seu dinheiro duplique.

Por várias vezes a mídia já provou que as pessoas são capazes de tudo para ganharem dinheiro. Programas dos mais variados mostram que até os princípios básico como honra, lealdade, verdade. São comprados, só dependendo do valor a ser combinado no final. Como é dito por ai: " Dinheiro não compra a felicidade, manda buscar".

Na verdade o dinheiro não é o monstro da história, o próprio homem moderno se condenou a esta escravidão, quando deixou de ver o que o cercava. E, não estou me referindo a nenhuma vida utópica, falo das pequenas alegrias que nos tornam humanos. Fazemos faculdades e curso, pelo simples fato de que o mercado de trabalho exige de nós graduações e títulos. Quando fazemos o nosso trabalho, não temos a alegria de fazer-lo pelo simples fato de ser uma realização, mas, somente porque ele trará outros clientes. Quando ajudamos aos outros é somente como uma forma de acariciar nosso ego. Afinal, "aquele que ajuda ao próximo ajuda a si mesmo". ou seja, nos tornamos as maquinas perfeitas condicionadas a fazer a teoria do nasce, cresce, reproduz e morre, quando acaba a bateria, que não é recarregável.

Certa vez, perguntei ao I ching, onde estava a Felicidade, a sua resposta foi bem clara: "Aquilo que procura, esta dentro de Você". Já se passaram anos, e continuo tentando entender aquela resposta. Pois, toda vez que acho ter compreendido uma nova faceta se mostra e vejo que a felicidade. Não é algo para ser obtido e sim para ser Vivenciado, a cada respiração e batimento cardíaco que se tenha durante a vida. Por isso, busca pela felicidade não esta atribuída a nada e muito menos em fórmulas mágicas. Ser, feliz é estar aberto a felicidade.

Bons Ventos e Bons Voos

Ricardo de Carvalho

O Corvo

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Postado por Ricardo de Carvalho on quarta-feira, 8 de julho de 2009


"É Melhor viver um dia como Lobo, que 1000 dias como cordeiros. É melhor morrer de Pé como um Homem, que amarrado como um escravo"

pensamento do Dia.

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Postado por Ricardo de Carvalho on terça-feira, 16 de junho de 2009

Degustadores